Gasolina mais cara: veja dicas para economizar ao abastecer

Os motoristas tem sentido o aumento no preço da gasolina. Com a nova política de reajuste da Petrobras, em que os preços acompanham a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, os preços dos combustíveis nas refinarias são reajustados sempre que necessário. No ano, o aumento já acumula 31%, cotado a R$ 1,9764. Na bomba, os preços também subiram, mas não tanto, por enquanto. No Brasil, o aumento médio de janeiro a abril foi de 3,7%. Já no Rio de Janeiro o aumento foi de 1,5% no período, mas nos últimos 12 meses a alta foi de 2,8%, e em 24 meses de 22,5%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo.

— O preço da gasolina tem subido, mas os postos não tem repassado os preços na totalidade para manter os clientes. Os cariocas não tem conseguido arcar com o preço, que é muito caro no Rio de Janeiro —afirma Maria Aparecida Siuffoschneider.

E a perspectiva é que os preços continuem altos ao longo do ano, diz o Extra.

— Os preços variam de acordo com o dólar, que tem subido, e com o preço do petróleo, que tem previsão de alta devido a previsão de redução de oferta com sanções ao Irã— afirma Fernanda Delgado, pesquisadora da FGV Energia.

O Rio de Janeiro possui uma das gasolinas mais caras do país, e a mais cara da região sudeste, cotada em média a R$ 4,85, e o consumidor tem sentido o aumento.

—O preço está um absurdo! Faço o que é possível para economizar—diz o motorista Marcelo Nogueira, de 49 anos, que devido a profissão, anda cerca de 300 a 400 km por mês e precisa abastecer duas vezes na semana.

—Sou cadastrado no km de vantagem, abasteço no posto de preferência e consigo assim acumular mais milhas, que uso para trocar por combustível. Consigo em média R$ 35 por mês em gasolina usando esses benefícios —conta.

O benefício é um meio de manter o cliente, já que a crise tem afetado o setor de postos de combustíveis, que tenta sobrebiver com a queda na demanda. Há cinco anos, a cidade do Rio de Janeiro tinha 900 postos, e agora possui apenas 690.

Para André De Stefani, Gerente Executivo de Relacionamento Digital da Ipiranga, os programas tem sido eficazes em chamar o consumidor para o posto.

—Após adesão ao Km Vantagens, por exemplo, o consumidor aumenta em até 85% os gastos no Posto Ipiranga e 31% dos abastecimentos acumulam Km de Vantagens.

Para o motorista, qualquer ajuda é bem vinda. Veja abaixo como economizar.

Comparando os preços dos combustíveis

Uma alternativa ao preço da gasolina é a troca por outro combustível. Essa possibilidade já é uma realidade para a maioria dos brasileiros com a expansão dos carros flex, que aceitam abastecer em álcool e gasolina.

Uma pesquisa do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores mostra que desde 2011 os carros flex tem sido maioria nas ruas e crescem ano a ano no Brasil. Em 2018, os veículos flex representaram 67,1% da frota total circulante, um aumento frente aos 64,5% do total em 2017. Já os veículos a gasolina, caíram para 22,2% do total em circulação, frente aos 24,9% de 2017.

— Ter um carro flex dá mais poder de escolha ao consumidor. Cada um precisa ver como o seu carro rende e o preço que vale trocar pelo álcool. Mas, pela regra geral, quando o preço do álcool está 70% do preço da gasolina ele é mais vantajoso — afirma Gilberto Braga, professor de finanças do IBMEC.

No entanto, no momento, em média o álcool não está sendo tão vantajoso. O preço subiu cerca de 7% no ano, sendo vendido a R$ 3,85 em abril. Enquanto a gasolina está cotada em média a R$ 4,85, segundo a ANP

29/04/2019

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