Brasileiro apontado como chefe de quadrilha que tentou entrar com 60 fuzis no Rio atuava desde 2010

Brasileiro apontado como chefe de quadrilha que tentou entrar com 60 fuzis no Rio atuava desde 2010

A Polícia Civil tem indícios de que o brasileiro apontado como chefe da quadrilha que tentou entrar com 60 fuzis no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, fazia esse contrabando de armas desde 2010. Foi nesse ano que ele viajou para Miami, nos Estados Unidos, onde vive atualmente e de onde o armamento saiu. O suspeito é dono de empresas de importação e exportação que são usadas para fazer o transporte do material.

Nesses sete anos, segundo informações da polícia, o homem, que tem 45 anos, alternava-se entre o Rio e Miami. Ele tem “green card” para permanecer no país norte-americano, onde leva uma vida de luxo. O suspeito está sendo procurado por policiais dos EUA, que já foram em dois endereços seus, mas não o encontraram. Ele responde a um processo na Justiça Federal da Bahia e teria um mandado de prisão preventiva contra ele, diz o Extra.

O chefe do grupo, quando começou a atuar na venda de armas para criminosos, fazia negócios apenas com a maior facção criminosa do Rio. Ele negociava armamentos principalmente no Complexo do Alemão. Atualmente, de acordo com informações da polícia, ele comercializa armas para todas as facções. Para trazer armas para o Rio, ele já teria usado televisões LCD e até aparelhos de ar-condicionado.

O grupo teria um lucro de mais de R$ 3,5 milhões com a venda das armas. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o armamento foi adquirido pela quadrilha legalmente nos EUA e seriam comercializados para traficantes no Rio. O preço pago em cada arma variou entre 1,8 mil e 2,5 mil dólares. No Rio, cada uma poderia ser vendida por até R$ 70 mil.

Os agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) conseguiram apreender os armamentos, que foram encontrados no Terminal de Cargas do Aerporto Internacional do Rio, após identificar o motorista que levaria a mercadoria de um dos presos, João Vitor Rosa da Silva, até o local de descarga.

Pelo motorista, foi possível identificar os depachantes aduaneiros para os quais ele prestava serviços e assim, identificar as empresas para as quais ele trabalhava e faze a diligência. João Vitor é apontado como homem de confiança do chefe da quadrilha.

03/06/2017

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